Alertas do Imposto de Renda chegam pelo gov.br e WhatsApp: como reconhecer mensagem oficial e evitar golpe

Mensagem no celular: como reconhecer alertas oficiais do gov.br e evitar golpes no WhatsApp

O governo passou a enviar alertas e comunicados sobre Imposto de Renda por canais digitais, incluindo a plataforma gov.br e, em alguns casos, contatos vinculados ao usuário. Isso é importante porque abre espaço para duas situações ao mesmo tempo: por um lado, mensagens oficiais podem ajudar o cidadão a se organizar, entender mudanças e evitar erros; por outro, golpistas aproveitam qualquer novidade para criar “mensagens fake” com urgência, link malicioso e pedido de dados. E é exatamente essa mistura — “pode ser real” + “tem golpe parecido” — que aumenta o risco para quem age no impulso.

Por isso, a regra mais segura é simples: mensagem de verdade não exige pressa e não precisa que você clique em link desconhecido para “resolver agora”. Quando o tema é IR, qualquer promessa de “regularizar em 2 minutos” ou ameaça de bloqueio de conta deve ser tratada como sinal de alerta máximo. O objetivo deste guia é deixar um passo a passo direto: como checar se o aviso é legítimo, o que nunca fazer em hipótese nenhuma e como se proteger para não cair em engenharia social.

Como confirmar se a mensagem é oficial (sem clicar em nada suspeito)

O jeito correto de verificar é sempre “você ir até o canal”, e não o canal “vir até você” com um link. Em vez de clicar no que chegou por WhatsApp ou SMS, abra o aplicativo oficial do gov.br (ou acesse o site digitando por conta própria) e procure a área de mensagens/caixa postal do usuário. Se houver aviso real, ele aparece dentro do ambiente oficial, com identificação e contexto. Essa checagem muda o jogo, porque tira o poder do golpista: ele depende do clique e do impulso, então quando você confirma por caminho próprio, a fraude desmonta.

Outra verificação simples é observar o padrão de pedido: mensagem oficial orienta, informa e direciona para canais oficiais, mas não pede que você envie dados sensíveis por chat, não solicita código de verificação e não exige “pagamento imediato” por link estranho. Se o texto tiver ameaça, urgência e pedido de ação imediata, trate como golpe até prova em contrário. O que parece burocrático (abrir o app e checar) é justamente o filtro que protege seu dinheiro, seu CPF e suas contas.

O que NUNCA fazer quando o assunto é Imposto de Renda

Nunca informe códigos recebidos por SMS, e-mail ou aplicativo — esses códigos costumam ser chaves de acesso e autenticação. Nunca envie foto de documento, selfie, senha ou dados completos de cartão por mensagem. E, principalmente, não faça Pix “para regularizar” uma suposta pendência a pedido de atendente desconhecido: esse roteiro é um dos mais usados por criminosos porque mistura medo com valor “baixo” para a vítima pagar rápido. Imposto de Renda tem processos oficiais e meios formais; não existe “atalho no WhatsApp” que seja seguro.

Também desconfie de mensagens que falam em “bloqueio de conta”, “suspensão de cartão” ou “congelamento de CPF” como forma de pressionar você. Golpistas usam palavras fortes porque sabem que o medo reduz o pensamento crítico. Se houver qualquer dúvida, a conduta correta é: não clicar, não responder, registrar prints e procurar canal oficial do governo/banco. Segurança digital não é desconfiar de tudo; é criar um hábito de verificação que impede a pressa de virar prejuízo.

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