Todo inÃcio de ano (e em muitos estados ao longo do calendário) o IPVA vira um dos assuntos mais buscados, porque mexe com o bolso e com a regularização do veÃculo. O problema é que, junto com a busca, cresce um golpe clássico: páginas falsas que imitam o Detran e emitem boleto ou Pix para contas de criminosos. Muita gente cai porque está com pressa, pega o primeiro link do WhatsApp ou de redes sociais e paga sem perceber o erro. Em minutos, o dinheiro some — e o IPVA continua pendente.
O caminho seguro é simples, mas muita gente não faz: consultar e emitir guia somente pelo canal oficial do estado, usando site ou aplicativo confiável, digitando o endereço manualmente. Este guia é prático: como checar se a guia é oficial, quais dados precisam bater antes do pagamento e como agir se você pagou algo suspeito. Evitar golpe é mais barato do que correr atrás depois — e aqui, o tempo é decisivo.
Como consultar e emitir guia oficial (o método que não dá brecha)
O método mais seguro é sempre o mesmo: entre pelo site oficial do governo do seu estado (ou do Detran/Secretaria da Fazenda) digitando o endereço manualmente, sem usar link recebido. Depois, localize a área de IPVA/DPVAT/licenciamento e informe dados do veÃculo (placa, Renavam, CPF/CNPJ quando necessário). Ao gerar a guia, confira se o beneficiário é órgão oficial do estado e se os dados do veÃculo batem exatamente com os seus. Esse “duplo check” evita 99% dos golpes porque você corta o elo mais fraco: o link de terceiros.
Se você prefere pagar por Pix, redobre a atenção: QR code falso é a nova arma do golpe. Antes de confirmar, veja o nome do recebedor e a instituição. Se não estiver claro, cancele. E nunca pague guia com valor “diferente” do que aparece no sistema oficial. Golpistas usam valores parecidos para não chamar atenção. O ponto é simples: se não dá para confirmar 100%, não pague.
Se você pagou boleto ou Pix falso: o que fazer imediatamente
Se você suspeita que pagou errado, o primeiro passo é agir rápido: acione seu banco, registre contestação e peça bloqueio/contestação do pagamento. Junte comprovantes, prints e links usados. Em seguida, faça boletim de ocorrência e informe o órgão oficial do seu estado para registrar a fraude. A chance de reverter depende de tempo e do fluxo do dinheiro, então “deixar para amanhã” piora o cenário. Quanto mais rápido você agir, maior a chance de travar parte do caminho.
Depois, proteja seu ambiente: se você digitou dados em site suspeito, troque senhas de e-mail e apps sensÃveis, ative autenticação em duas etapas e monitore tentativas de acesso. Golpistas à s vezes não querem só seu dinheiro; querem seus dados para novas fraudes. Por isso, o pós-golpe é tão importante quanto o bloqueio do pagamento. Segurança aqui é procedimento: banco, BO, denúncia e mudança de senhas — nessa ordem.