Burnout tem sido cada vez mais reconhecido como problema ocupacional.

Profissional esgotado no ambiente de trabalho representando burnout
Burnout tem sido cada vez mais reconhecido como problema ocupacional.

Burnout pode ser considerado doença ocupacional? Entenda o que muda para empresas e trabalhadores

O esgotamento profissional, conhecido como síndrome de burnout, deixou de ser apenas um termo popular e passou a ser oficialmente reconhecido como um fenômeno ligado ao trabalho.

Mas afinal: burnout pode ser considerado doença ocupacional no Brasil? E o que isso muda na prática?

📌 O que é burnout?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), burnout é uma síndrome resultante de estresse crônico no ambiente de trabalho que não foi gerenciado com sucesso.

Os principais sintomas incluem:

  • Exaustão extrema
  • Distanciamento mental do trabalho
  • Redução da eficiência profissional

⚖️ Burnout é doença ocupacional no Brasil?

Desde 2022, a síndrome de burnout passou a constar na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), associada a problemas relacionados ao emprego.

Na prática, isso significa que, se for comprovado que o transtorno foi causado diretamente pelas condições de trabalho, ele pode ser reconhecido como doença ocupacional.

Quando isso acontece, o trabalhador pode ter direito a:

  • Afastamento pelo INSS
  • Estabilidade provisória após retorno
  • Possível indenização trabalhista

🏢 O impacto para as empresas

Caso seja comprovado o nexo entre o trabalho e o adoecimento, a empresa pode enfrentar:

  • Processos trabalhistas
  • Pagamento de indenizações
  • Aumento de encargos previdenciários
  • Multas administrativas

Além disso, a reputação da empresa pode ser afetada, principalmente em um cenário onde saúde mental ganha cada vez mais atenção pública.

🔎 Como é feita a comprovação?

A caracterização depende de laudo médico e análise do ambiente de trabalho.

Fatores como metas abusivas, jornadas excessivas, pressão constante e assédio moral podem ser considerados como agravantes.

📊 Números preocupantes

O Brasil está entre os países com maiores índices de ansiedade e estresse no trabalho. Afastamentos por transtornos mentais já figuram entre as principais causas de concessão de auxílio-doença.

🧠 O que empresas devem fazer agora?

  • Implementar políticas claras contra assédio
  • Treinar lideranças para gestão humanizada
  • Monitorar carga de trabalho
  • Criar canais de apoio psicológico

A prevenção se tornou não apenas uma questão ética, mas também estratégica.

📌 Conclusão

O reconhecimento do burnout como possível doença ocupacional marca uma mudança importante na relação entre trabalho e saúde mental.

Empresas que ignorarem o tema podem enfrentar custos financeiros e jurídicos significativos. Já aquelas que investirem em ambientes saudáveis tendem a ganhar produtividade e retenção de talentos.

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